Segundo (e último) filme de Arthur Curry estrelado por Jason Momoa segue a receita do primeiro e se sai muito bem justamente por não se levar a sério e nem depender de um universo morto pra funcionar
O DCEU chega ao fim com 'Aquaman e o Reino Perdido', e surpreendentemente, sai de cena de maneira mais digna do que muitos poderiam imaginar. O filme, estrelado novamente por Jason Momoa no papel do carismático Arthur Curry, segue a mesma fórmula que fez do primeiro Aquaman um sucesso moderado: muito CGI, ação desenfreada e um tom que flerta com o absurdo – e é exatamente isso que funciona.
Diferente de outras produções recentes do universo DC, esta sequência não tenta se encaixar desesperadamente em um universo compartilhado já falido. Ao invés disso, entrega uma história autocontida, com foco em seu protagonista e nos conflitos subaquáticos que, por mais exagerados que sejam, não pedem para ser levados a sério. E isso é um mérito. James Wan retorna à direção com o mesmo olhar criativo para os mundos fantásticos e as cenas de ação grandiosas, mesmo que o roteiro siga uma linha previsível.
Momoa continua sendo o ponto alto da franquia, abraçando a galhofa com entusiasmo. Há espaço também para temas como paternidade, alianças improváveis e, claro, batalhas épicas entre reinos esquecidos. Tudo é muito barulhento, colorido e, acima de tudo, divertido.
'Aquaman e o Reino Perdido' pode não ser um grande filme de super-herói, mas é exatamente o que precisava ser: um encerramento leve, despretensioso e competente pra um universo que há muito tempo perdeu a direção. E talvez, ironicamente, tenha justamente por isso conseguido sair por cima.
NOTA: 8/10
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