Resenha: Street Fighter é deliciosamente doido e porradeiro!

Sem vergonha de abraçar o fanservice, novo filme é de longe a melhor adaptação do game em live-action


(Créditos: Divulgação)

Olha, se tem uma coisa que um filme de Street Fighter precisa ter, é coragem. Coragem pra entregar porrada, golpes impossíveis e personagens tão extravagantes quanto nos jogos. E o novo filme de Kitao Sakurai parece entender muito bem isso.

Com Andrew Koji como Ryu, Noah Centineo como Ken e Callina Liang como Chun-Li, a produção reúne uma galera de lutadores numa aventura que não tem vergonha nenhuma de abraçar a maluquice da franquia.

Fanservice? SIM, E DAÍ?


Enquanto algumas adaptações tentam transformar seus jogos em épicos cinematográficos, Street Fighter parece entender que não precisa reinventar a roda. A gente quer ver os personagens ganhando vida, os golpes clássicos e aquela dose de exagero que faz parte da identidade da série.
E o elenco ajuda a tornar tudo ainda mais divertido. Jason Momoa como Blanka, Cody Rhodes como Guile, Roman Reigns como Akuma e 50 Cent como Balrog são escolhas que parecem ter saído direto de uma conversa entre amigos imaginando quem poderia interpretar cada lutador, kkkk.

É fanservice? Com certeza! Mas quando o material original já é tão extravagante, abraçar essas referências é parte da diversão.

Porém... Nem tudo é um Perfect


Claro que nem tudo ia funcionar, né. O CGI deixa a desejar em alguns momentos, e os efeitos visuais acabam prejudicando cenas que deveriam ser o grande espetáculo. Abraçar o exagero não significa que qualquer escolha funciona automaticamente.
Ainda assim, eu gosto da coragem do diretor em assumir a identidade da franquia. O filme não precisa transformar cada golpe em algo realista ou fingir que está salvando o universo. Ele pode ser bobo, colorido e completamente doido.

E, sinceramente? Prefiro uma adaptação que entende a própria essência a outra que tenta parecer sofisticada e esquece o que tornou o jogo tão querido.

ROUND ONE... FIGHT!


Street Fighter não revoluciona o cinema de ação, nem merece o posto de "Melhor adaptação de um jogo", mas entrega uma aventura divertida, cheia de personalidade e com aquela energia que os fãs esperam. Tem problemas, sim, mas não parece ter vergonha de ser o que é.

Nota: 7,5/10

Às vezes, tudo o que a gente precisa é desligar um pouco o cérebro, escolher nosso lutador favorito e curtir a bagaceira.


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