Resenha | Transbordando nostalgia, 'Uma Sexta-feira Mais Louca Ainda' é uma sequência que tem a alma da Disney dos anos 2000

Sequência do filme de 2003 acerta em aumentar o caos sem perder a mão

(Créditos: Divulgação/Disney)

Vinte anos depois do clássico 'Sexta-Feira Muito Louca' conquistar o público, a Disney resolveu apostar em uma sequência que mistura nostalgia com um frescor moderno. O resultado é 'Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda', um filme que entende muito bem o legado que carrega, mas não tem medo de expandir o caos pra níveis ainda mais insanos.

O longa retoma a fórmula do “corpo trocado”, mas agora com uma escala maior e situações mais absurdas, garantindo que a comédia nunca perca o ritmo. O humor exagerado, típico das produções dos anos 2000, retorna com força total, carregando referências que vão fazer quem cresceu naquela época sorrir de canto de boca. Ao mesmo tempo, o filme consegue se atualizar, trazendo elementos da cultura pop atual e um elenco jovem que injeta energia na trama. Isso é muito bacana também, porque por si só já rende ótimas cenas de humor, quando o elenco jovem tenta se adequar á vida das personagens mais velhas, e vice-versa.

A dinâmica entre personagens é o coração da comédia, e aqui ela funciona surpreendentemente bem. As interações são aceleradas, os diálogos são cheios de timing cômico e os exageros das situações caóticas são sempre equilibrados pela leveza da narrativa. É um filme que claramente sabe rir de si mesmo e convida o público a entrar na brincadeira. O elenco, liderado pelas veteranas Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan, encontra em Julia Butters e Sophia Hammons dois reflexos perfeitos de dois lados da juventude atual, o que combina em momentos icônicos e hilários.

Visualmente, a direção aposta em cores vibrantes e cortes rápidos, remetendo ao estilo das comédias adolescentes da Disney geração Z, mas com um toque moderno. Isso cria uma ponte perfeita entre quem viveu aquela época e quem está descobrindo a história agora.
Um ponto que também vale dizer aqui, é com relação a trilha sonora, que melhora tudo o que a gente já amava do primeiro filme.

Claro, não dá para dizer que o filme é profundo ou inovador. A narrativa ainda se apoia em clichês, e algumas piadas podem soar previsíveis. Mas esse nunca foi o objetivo da franquia. O que importa é a diversão — e nesse quesito, 'Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda' entrega exatamente o que promete: uma dose de nostalgia com muito caos controlado.

Nota final: 8/10

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