Com polêmicas e um show visual, filme do anime fura a bolha e (pra mim) vai forte pro Oscar!
Olha, um dos momentos que com certeza vai ser lembrado no cinema de 2025, é que Demon Slayer: Castelo Infinito não foi apenas “mais um filme de anime”. Ele foi o filme de anime, que conseguiu fazer gente que nem sabia pronunciar Kimetsu no Yaiba correr pro cinema conferir do que se tratava tanto hype.
A nova adaptação da saga de Tanjiro, Nezuko e companhia não só entrega o momento mais importante da história — o arco final contra o vilão Muzan — como faz isso com uma produção que beira o absurdo de tão bem feita. A animação é fluida, coreografada com precisão quase cirúrgica e cheia de detalhes que transformam cada batalha em uma pintura em movimento. A trilha sonora também acerta em cheio: épica sem ser exagerada e emocional sem ser apelativa.
E talvez o ponto mais curioso seja: o público. Não foi só otaku que encheu os cinemas, já que o filme viralizou fora da bolha, atingindo famílias, curiosos, fãs ocasionais e até cinéfilos mais rígidos que geralmente torcem o nariz. Mérito da campanha? Sim. Mas também mérito da qualidade absurda da produção, que não fica atrás de grandes animações da Disney, Pixar ou até longas épicos live-action.
Mesmo assim, Castelo Infinito não é perfeito. Algumas cenas podem parecer atropeladas pra quem não acompanha o anime ou o mangá, e certos arcos emocionais funcionam melhor pra quem já está ligado ao universo há anos. É um filme feito principalmente para fãs — só que, curiosamente, muita gente entrou pra esse grupo graças a ele.
No fim, Demon Slayer: Castelo Infinito é uma experiência cinematográfica marcante, um marco cultural e, acima de tudo, uma prova de que animação japonesa pode (e deve) ter seu espaço no topo do cinema mundial.
NOTA: 7,5/10

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