Filme responsável por "encerrar" essa leva atual de filmes da franquia não faz jus aos dois primeiros, mas pelo menos sabe fechar o arco do casal Warren
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| (Créditos: Divulgação) |
Chegar ao quarto filme de Invocação do Mal já cria um clima diferente no cinema: você não está só ali pra tomar susto — está ali pra se despedir. E O Último Ritual sabe disso. Ele tenta resgatar tudo que fez da franquia um fenômeno do terror moderno: caso sobrenatural, tensão crescente, possessões, atmosfera pesada e, claro, Ed e Lorraine Warren com seus crucifixos, olhares preocupados e tudo mais que a franquia já mostrou.
Se fosse só isso, a ideia seria bem rasa, mas até que funcionava. O ruim foi que prometeram quase um 'Ultimato' e entregaram um 'As Marvels'... Mas vambora.
Os dois primeiros filmes da franquia elevaram o nível do terror mainstream: fotografia ótima, sustos bem construídos, histórias densas e personagens que pareciam reais. Aqui, porém, o terror volta para o caminho mais seguro: sustos previsíveis, jumpscare a cada 5 minutos e uma narrativa que parece correr pra entregar tudo antes dos créditos. Não é tão ruim, só é fraco mesmo. É como se faltasse alguma ameaça grande mesmo, que fizesse jus aos outros antagonistas que a saga apresentou até aqui.
Mas o ponto mais importante (e talvez o mais positivo) é o encerramento do arco dos Warren. Patrick Wilson e Vera Farmiga continuam sendo o coração do filme, entregando química, emoção e aquele peso dramático que fez o público se importar com eles desde o começo. Mesmo quando o roteiro derrapa, o casal segura o filme com desempenho sólido e uma despedida emocional que funciona, e especialmente pra quem acompanhou tudo desde o primeiro exorcismo cinematográfico.
No fim das contas, Invocação do Mal 4: O Último Ritual não chega aos pés dos dois primeiros filmes, mas também não é o desastre que muitos temiam. Ele é fraco como terror, e se fosse vendido como um filme de drama, seria muito bom.
NOTA: 5,5/10

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